
Jorge Maravilha - Julinho da Adelaide (Chico Buarque).
Hoje, lembrando-me dela
Me vendo nos olhos dela
Sei que o que tinha de ser se deu
Porque era ela, porque era eu.
(Chico Buarque)
“Palavra de mulher, eu vou voltar. Posso até sair de bar em bar, falar besteira e me enganar, com qualquer um deitar, a noite inteira eu vou te amar.”
“Tantas palavras
Que eu conhecia
E já não falo mais, jamais
Quantas palavras
Que ela adorava
Saíram de cartaz
Nós aprendemos
Palavras duras
Como dizer perdi, perdi
Palavras tontas
Nossas palavras
Quem falou não está mais aqui.”
Tantas palavras - Chico Buarque e Dominguinhos
“Somente agora você vem
Vem para embaralhar os meus dias
E ainda tem
Em saraus ao luar
Meu coração
Que você sem pensar
Ora brinca de inflar
Ora esmaga
Igual que nem
Fole de acordeão
Tipo assim num baião
Do Gonzaga.”
(…)
“Vida, minha vida
Olha o que é que eu fiz
Toquei na ferida
Nos nervos, nos fios
Nos olhos dos homens
De olhos sombrios
Mas, vida, ali
Eu sei que fui feliz.”

“Hoje afinal conheci o amor
E era o amor uma obscura trama
Não bato nela nem como uma flor
Mas se ela chora, desejo me inflama…”
‘Qualquer canção de dor
Não basta a um sofredor
Nem cerze um coração rasgado
Porém, ainda é melhor
Sofrer em dó menor
Do que você sofrer calado.’
Agora já não é normal
O que dá de malandro regular, profissional
Malandro com aparato de malandro oficial
Malandro candidato a malandro federal
Malandro com retrato na coluna social
Malandro com contrato, com gravata e capital
Que nunca se dá mal…
- Chico Buarque.
Pode ser que você venha
Por mero favor
Ou venha coberta de amor
Seja lá como for
Venha sorrindo, ai..
“Mas a ligação tá no fim
Tem um japonês trás de mim
Aquela aquarela mudou
Na estrada peguei uma cor
Capaz de cair um toró
Estou me sentindo um jiló
Eu tenho tesão é no mar
Assim que o inverno passar
Bateu uma saudade de ti
Tô a fim de encarar um siri
Com a benção de Nosso Senhor
O sol nunca mais vai se pô”
(Roberto Menescal - Chico Buarque)
“A vida é sempre aquela dança
Aonde não se escolhe o par
Por isso às vezes ela cansa
E senta um pouco pra chorar.”
- Chico Buarque.
“A Rosa garante que é sempre minha; Quietinha, saiu pra comprar cigarro; Que sarro, trouxe umas coisas do Norte; Que sorte, que sorte, voltou toda sorridente…”